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1 de maio de 2013

Picos - Piauí:Fotos e História da Cidade

entroncamento rodoviario de Picos-PI, Por Renato

Igrejinha do Sagrado Coração de Jesus-Foto:Marcello de Barros S…

Trevo de Picos-Foto:josemar alves

Picos-Foto:IKENNED

Picos-Foto:walterfmota

Catedral de N.S.dos Remédios-Foto:victorhm

MAPA

História
A origem do município de Picos deu-se como a maioria das cidades piauienses mais conhecidas, através da atividade econômica que era a mais desenvolvida neste território, a pecuária (criação de gado). Segundo fontes históricas acredita-se que ela deu origem no povoado de Bocaina, ligado a capital Oeiras. Inicia-se com a chegada dos primeiros fazendeiros de gado vindo de Portugal nos anos de 1740, trazendo alguns escravos e gado, ocupando grandes territórios.

A construção de uma capela em 1754 sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição pelo sertanista Antônio Borges Leal Marinho foi o marco inicial desse seu povoamento. Neste período, o território de Picos pertencia ao município de Oeiras. A família Borges Leal, que à época ocupava grandes áreas de terras nos arredores do município. Félix Borges Leal um dos descedentes, fundou nessa região uma de suas mais importantes fazendas, a Fazenda Curralinho ou Retiro Curralinho, como também era conhecido, aproveitando as terras que eram favoráveis a criação do gado solto e também do rio que fornecia água em abundância.

O processo de povoamento do futuro município deveu-se ao desdobramento dessa fazenda. Recebeu o nome de Picos, devido a se encontrar em uma região rodeada por montes picosos. Local de terras férteis, desenvolveu-se rapidamente graças ao Rio Guaribas que por muito tempo abasteceu a população, oferecendo lhe água e diversas vazantes favorecendo o plantio em suas margens e várzeas. O Rio Guaribas é conhecido como o "Pai de Picos".

A região de Picos por muitos anos atraiu diversas pessoas que buscavam locais para se desenvolver e negociantes vindos da Bahia e Pernambuco, que vinham para negociar animais (principalmente gado e cavalo) e alguns produtos. Era um negócio lucrativo e muito rentável.

A chegada da Coluna Prestes

Fato marcante na história do Nordeste foi a passagem, nos anos de 1925 e 1926, da Coluna Revolucionária de Luiz Carlos Prestes (os conhecidos Revoltosos) e das Tropas Legalistas, que vinham atrás perseguindo esses revoltosos, atemorizando toda a região com as mais adversas truculências. Em Picos, tanto os Revoltosos como as Tropas Federais passaram em janeiro de 1926 e não causaram maiores problemas, em virtude da habilidade do Prefeito (Intendente) Francisco de Sousa Santos que, com seu espírito tranquilo e conciliador, conseguiu amenizar a situação, dando segurança à família picoense.
A seca de 32

Em 1932, a cidade de Picos passou por um período de estiagem, segundo conta foi uma das piores, mesmo com a presença do Rio Guaribas, os efeitos foram quase nulos, que por causa disso concedeu à cidade o status de abrigo seguro para os migrantes vindo de outros estados e municípios.

A época de ouro da cidade de Picos (os verdes anos 50)

Essa época de ouro consagrada no município foi marcante devido a grandes alterações tanto no contexto político, social e econômico. Nos anos 50, segundo dados do censo do IBGE a população do município era de 54.713, sendo que 50.145 (91,65%) na área urbana e 4.568 (8,35%) na área rural. No mesmo ano, cresce a economia em Picos a indústria e o comércio ativo aumentando a demanda de produtos e seus consumidores, a área comercial de Picos cresce, e atualmente hoje é uma das cidades do Piauí que mais se desenvolve ativamente, tanto que atingiu o status de Capital do Centro-sul do Estado.

Nessa época tem relatos de vários acontecimentos marcantes como a chegada da primeira sorveteria, a chegada do candidato a presidência da República pela UDN o brigadeiro Eduardo Gomes, melhorias na rede elétrica e no sitema de abastecimento d'água com a perfuração de vários poços. A partir desse período Picos passa a perder seus territórios a partir de 1954 com a perda do seu primeiro território que passaria a formar o município de Itainópolis.
As enchentes

A população de Picos-PI, em sua história, já sofreu situações catastróficas, com chuvas intensas, provocando grandes enchentes do Rio Guaribas, com suas águas transbordando, alagando as suas margens e atormentando cruelmente as populações ribeirinhas, sobretudo a população da própria cidade, com prejuízos incalculáveis. Segundo história dos povos que viveram esse período de caos, nesse ano foi um período chuvoso em toda região piauiense, o que causou as cheias em diversos rios, o Guaribas por exemplo foi um deles. Esse acúmulo de água que ocorreu, inundou praticamente uma grande área do município de Picos, afetando diversas várzeas, e inundando diversas ruas fazendo com que a população procurasse abrigo nas encontas dos morros (principalmente no Morro da Mariana). Há relatos que a água do rio estavava tão forte que levava tudo que encontrava pela frente, como animais e árvores que foram arracadas. Inclusive a ponte (primeira ponte construída em 1949) construída pelo Rio Guaribas não aguentou e caiu. Com o passar do tempo chegaram alimentos e roupas enviadas pelo Governo Fereral

A primeira grande enchente de que se tem notícia ocorreu nos dias 18 e 19 de janeiro do ano de 1861. Uma segunda enchente, em menor proporção, aconteceu no ano de 1904. Uma terceira grande enchente verificou-se em março de 1960, ocorrendo uma grande catástrofe, pois foram várias enchentes repetidas nos dias 9, 14, 18, 20, 23, 25, 26, 27, 28, 30 e 31 desse mês. Ocorreram mortes de pessoas, de animais, perdas de lavouras, destruição de residências, deixando muitas pessoas desabrigadas. Para se ter uma ideia mais precisa dos prejuízos sofridos, basta dizer que um proprietário em particular, o senhor Mestre Abraão, viu 111 de suas casas desabarem, ou seja, vilas inteiras.

Segundo o depoimento do Sr. José Manoel de Almondes que presenciou a época das enchetes relatou o seguinte:

"Foi um período de muitas chuvas, de chuvas intensas e torrenciais, choveu em muita região do Piauí, as pessoas viviam amedrontadas pela quantidade de água que acumulou em diversas ruas em Picos, muitas plantações destruídas e muitos animais mortos, me recordo muito bem da intensidade da água que foi acumulada no Guaribas. A água era tão intensa que levava tudo que tinha na frente, inclusive vi muitos animais, principalmente o gado sendo levado pela correnteza, presenciei o momento em que em que a ponte caiu, a água carregava tantas árvores que elas se prenderam nos pilares da ponte, e com a força da água ela não suportou, de repente ouvi um estralo muito forte e a ponte caiu, levando todo o material no qual a ponte era constituída. Depois que o período de enchente foi acabando, reconstruíram novamente a ponte, dando acesso a outra parte do município de Picos." 

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